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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Atualmente

Foi só uma amiga dizer que estava com saudades do blog, que eu corri pra procurar meu diário, e não encontrei. então vim!
e pensando aqui...acho que foi exatamente por isso que eu parei de escrever no blog: não porque eu resolvi ter um diário, mas porque quando eu criei o blog eu precisava que algumas pessoas soubessem o que eu tava sentindo, e no momento eu não preciso mais, me sinto introspectiva, apesar de seguir falando demais.
Recentemente eu ouvi um comentário muito forte de alguém dizendo que eu sou uma pessoa infeliz e isso me incomodou pra camaba. Não me sinto infeliz. E conversando com essa mesma pessoa ela referiu que eu só era feliz quando os outros são felizes, e isso sim é verdade. Não sou santa, mas me falta um egoísmo necessário.
Começo a aprender que o sentimento que eu mais abomino também tem dois lados: pode ser bom e mau. Tudo tem dois lados.
Atualmente eu me sinto assim: trabalhando internamente todos os meus sentimentos, tentando organizar os meus medos, minhas vontades, tentando acertar menos com as pessoas O.o e mais comigo - ainda que pareça tarefa impossível.
De forma que deu saudade de escrever aqui, e de talvez me desculpar antecipadamente por tentar me tornar alguém mais egoísta, e mais feliz.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

é verdade.

no fundo é tudo assim...
as pessoas falam e fazem o que querem, e o mais importante: são capazes de mentir o que convém. totalmente.
de fato, é necessário guardar as primeiras impressões, mesmo que devamos considerar as últimas, para que a gente não se surpreenda tanto, e não seja tão injusto também.
verdadeiramente eu digo: evite pré-conceitos, muito já fiz e muito me arrependi.
aceite (embora não entenda) sem digerir o fato de que seu amigão começou a usar as mesmas roupas que tu, e que ele disse não gostar.
ou melhor, aceite o fato de que ele foi melhor na prova, ou que pegou a vaga de emprego que tu querias - e não sejas falso, farias o mesmo.
sim, farias. e ainda convidaria para uma comemoração, com chopps.
a verdade é que as pessoas abominam o egoísmo e ele ferve nas veias – é incrível.
agora, de uma maneira nada simpática e nada Caroline de ver o mundo aprenda: duvide não só dos inimigos, como dos amigos. deixe que eles também te ensinem.
não tenha grandes expectativas.
mantenha a própria máscara alinhada ao rosto.
- triste? esqueça tudo isso e ame o próximo como a ti mesmo.
“Aham Cláudia, senta lá!”

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Reflexão

"Vida doméstica é para gatos. Se ser feliz para sempre é aceitar com resignação católica o pão nosso de cada dia e sentir-se imune a todas as tentações, então é deste paraíso que quero fugir.
Tenho medo de não conseguir manter minhas idéias, meus pontos de vista, minhas escolhas (...) Tenho medo dessa busca desenfreada pela verdade, pelas respostas. Eu me esgoto tentando morder meu próprio rabo (...) Ok, eu sei que jamais vou derramar um copo de cerveja na cabeça de um homem, nem vou sair nua pelos parques protestando contra o uso de casacos de pele. Eu nunca vou fazer uma extravagância, e é isso que me assusta, por que uma piração de vez em quando pode ser muito bem vinda. Eu não tenho medo de perder o senso. Eu tenho medo é desta eterna vigilância interior, tenho medo do que me impede de falhar.
Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos. Um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, se acaso, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia. (...) As coisas muito boas e as coisas muito ruins exigem explicação. Coisas mais ou menos estão explicadas por si mesmas.
Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem um manual de instrução.
Sou quase oriental... sou latina muito raramente. Mais tudo mudou ando tão mexicana, por dentro quase histérica. (...)
Talvez lembre de mim como uma mulher vivida, descolada, que lida bem com relações descartáveis, logo eu que odeio copos de plásticos, canudinhos, tudo que não dure.
Não gosto de nada que é raso, de água pela canela. Ou mergulho até encontrar o reino submerso de Atlântida, ou fico à margem, espiando de fora. Não consigo gostar mais ou menos das pessoas, e não quero essa condescendência comigo também.
Sexo deveria ser como uma chuveirada. Uma gargalhada.
Não gosto da vida em banho-maria, gosto de fogo, pimenta, alho, ervas, por um triz não sou uma bruxa. (...)
Eu me exijo desumanamente. Tenho impressão de que se eu não tiver uma vida bem argumentada ela vai se esfarelar em minhas mãos. Sou garimpeira, quero sempre cavoucar a razão de tudo, não consigo dar dois passos sem rumo determinado". (Martha Medeiros)


- me sinto um liquidificador de pensamentos, preciso de tempo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

mas te vejo e sinto...

"uma noite longa pra uma vida curta, mas já não me importa, basta poder te ajudar. e são tantas marcas que já fazem parte do que eu sou agora, mas ainda sei me virar."

segunda-feira, 10 de maio de 2010

o queijo.

eba! são 7:30, finalmente! e pra não dizer que virei a noite, dormi das 23h - 01h43, e mais algumas coxiladas durante a madrugada, e só. mas o lado bom, entre um miado e outro, é que eu pude pensar pra caramba.
definitivamente, passou da hora de colocar em prática o projeto: "agora vai".
e vou começar por hoje!